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  02/01/2018 
DOM JAIME SPENGLER

A esperança não pode morrer!

Inauguramos 2018 celebrando solenemente, no dia 1º de janeiro, Maria, Mãe de Deus. No ano de 431c.C., o Concílio de Éfeso concedeu a Maria de Nazaré o título de Theotokos: Mãe de Deus. Das entranhas de Maria nos foi dado Jesus Cristo, Filho de Deus. Ela gerou aquele que desde o instante da conceição é pessoalmente Deus. Crendo, concebeu e permitiu que o Espírito fizesse surgir dela uma nova vida, aquela de Jesus. Deus escolheu Maria para nela realizar maravilhas (Lc 1, 49), por isso, a comunidade de fé a considera toda santa. Nela se manifestou o dom de Deus, que derramou para o mundo um reflexo de Sua santidade.

 

“Esta ‘santidade resplandecente, absolutamente única’, da qual Maria é ‘enriquecida, desde o primeiro instante de sua conceição’ lhe vem inteiramente de Cristo: ‘Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime’. Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a ‘abençoou com toda benção espiritual nos céus, em Cristo’ (Ef 1, 3). Nele a escolheu ‘antes da fundação do mundo para ser’ santa e imaculada ‘diante dele, no amor’ (Ef 1, 4). Os Padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus de ‘a toda santa’ (“pan-hagia”), celebram-na como ‘imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo e formada como uma nova criatura’. Pela graça de Deus, Maria permaneceu, por toda a sua vida, pura de todo pecado original” (Catecismo da Igreja  Católica, 492-2).

 

Contemplando a figura de Maria de Nazaré, podemos perceber que, no pequeno, Deus esconde o grande; no opaco, o transparente; e no simples, o sublime. Ela “não é uma mulher que se deprime face às incertezas da vida, especialmente quando nada parece correr bem. Nem sequer uma mulher que protesta com violência, que se enfurece contra o destino da vida que muitas vezes nos revela um semblante hostil. Ao contrário, é uma mulher que ouve: não vos esqueçais que existe sempre uma grande relação entre a esperança e a escuta, e Maria é uma mulher que ouve. Maria acolhe a existência do modo como se apresenta a nós, com os seus dias felizes, mas também com as suas tragédias que nunca gostaríamos de ter encontrado” (Papa Francisco). 

 

Vivemos tempos que premem pelo despertar da fé e por uma piedade mariana autêntica, restituindo-lhes toda sua grandeza. Esta é uma exigência que nos vêm da própria obra da evangelização, do ecumenismo, da atenção à cultura e aos movimentos sociais.

 

O primeiro dia do ano é também o Dia Mundial da Paz. A paz é uma aspiração profunda de todas as pessoas, de modo particular dos quantos que padecem pela sua falta. No Brasil, sofremos e estamos quase estarrecidos com a violência. Queremos paz e somos confrontados com todo tipo de violência. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Agressividade, violência, morte e corrupção permeiam a sociedade. Nesse contexto, assiste-se a manifestações de alguns membros da classe política e também do judiciário que causam vergonha. A única coisa que parece importar são os indicadores econômicos, favoráveis a uma pequena parcela da sociedade.

 

Maria, Mãe de Deus, Mãe do Príncipe da Paz, nos acompanhe no caminho da superação da violência, construindo paz e concórdia. Que inspirados nela não permitamos que nos roubem a esperança. Possa o ano de 2018 ser marcado por verdadeira paz, fruto da justiça, do empenho de todos pela preservação e promoção do bem comum; pela determinação de jovens, mulheres e homens em colaborar para deixar o mundo um pouco melhor para as futuras gerações.

 

Última atualização: 02/01/2018 às 11:46:02
 
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