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  12/03/2018 

Pastoral Carcerária Diocesana de Crato: um começo, uma missão...

Diácono Cristiann Huyghens, coordenador diocesano. (Foto: Patrícia Silva)

 

Para formar novos agentes para Pastoral Carcerária, a coordenação diocesana realizou na tarde deste sábado, dia 10, um encontro na cúria diocesana, em Crato, onde foi estudada a Cartilha para Agentes de Pastoral Carcerária (PCr) e feita uma reflexão sobre a Campanha da Fraternidade 2018, que trata sobre a superação da violência.

A PCr está em fase de implantação nas paróquias. Mas, de acordo com o coordenador diocesano, diácono Cristiann Huyghens, o desejo da coordenação e do bispo, dom Gilberto Pastana, é de que onde tem cadeia ou unidade prisional, nos municípios que compreendem a região diocesana, se tenha a presença desta pastoral.

“Estamos iniciando agora. Na última reunião do Conselho Diocesano de Pastoral foi comunicado aos padres que eles entrassem em contato conosco para que fossemos as paróquias, para darmos as formações e os devidos incentivos. Hoje a pastoral está diocesana, contando com pessoas que já realizam visitas aos encarcerados como os missionários da comunidade Filhos Amados do Céu, da Fraternidade O Caminho, Comunidade Senhora e Rainha. Já contamos também com a presença de leigos engajados nas paróquias. Estamos iniciando este trabalho de montar a pastoral nas paróquias, mas primeiro temos que entender o contexto da pastoral, por isso a realização deste encontro”, disse o coordenador.

Diácono Raphael Hernandes, vice- coordenador. (Foto: Patrícia Silva)

Já como coordenação diocesana, sendo presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, a Pastoral Carcerária da diocese de Crato tem dado valiosas contribuições. Ano passado, por exemplo, a atuação da pastoral foi de grande valia no caso do morador de rua Júnior dos Santos, que estava preso em Juazeiro do Norte. O caso do Júnior foi um caso de homônimo, ou seja, a pessoa que praticou o crime do qual ele estava sendo acusado tinha o mesmo nome que ele.

“O Júnior foi preso inocentemente. Ao ser abordado, como não portava nenhum documento, a polícia o recolheu, por haver um mandato prisional contra ele. Ele passou três anos presos para responder por um crime que não foi praticado por ele, enquanto o real autor já estava preso, há muito tempo, em Caucaia. Nós identificamos essa duplicidade de nomes com o mesmo processo, então entramos em contato com uma advogada, fomos orientados e começamos a fazer um processo investigativo. Descobrimos que os familiares dele era de Patos-PB. Entramos em contato com a Pastoral Carcerária de lá e trabalhamos juntos neste caso até conseguir a soltura do Júnior”, explicou o diácono Raphael Hernandes, vice- coordenador, que acompanhou o processo de perto.

Como profeta e missionário o membro da Pastoral Carcerária tem que estar atento as diversas situações que acontece nos cárceres, priorizando pela dignidade daqueles que estão privados de liberdade. Isso foi apresentado na formação, como também o relatório de visitação dos cárceres no Brasil.

Por: Jornalista Patrícia Silva (MTE 3815/CE)

 

Fonte: Diocese de Crato
Última atualização: 12/03/2018 às 12:17:58
 
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