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Marco Situacional

I - Marco Situacional

Capítulo 1 - Contexto social

o lugar, com base no IDH (Índice de desenvolvimento Humano). O IDH do Brasil é 0,757, mas as diferenças entre os municípios vão de 0,919 ( S. Caetano do Sul – SP ) até 0,467 (Manari – PE ). Os cem municípios brasileiros com menor desenvolvimento estão todos no Nordeste e Norte. Os cem com maior desenvolvimento estão no Sul e Sudeste, excetuando Fernando de Noronha e o Distrito Federal. No período 1995-2000, o Brasil contava com 54 milhões de pobres (33% da população) e 23 milhões de indigentes (14% da população). No mesmo período, a porcentagem de pobres no Nordeste era de 58% e no Sudeste, de 20% (cf. DGAE, 153-154). A sociedade brasileira é hoje uma das mais desiguais do mundo. Grandes problemas permanecem e, muitas vezes, se agravam, expondo as contradições do atual modelo econômico e do processo de globalização em curso: miséria e fome, má distribuição de renda, desemprego, concentração fundiária, violência, prostituição infantil, falta de moradia, saúde e educação, e situações outras de exclusão social e de desrespeito à dignidade da pessoa humana.
: A realidade da Igreja no Ceará

2. Considerando dados em relação ao Brasil, apresentados nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o nosso país está ocupando, entre 173 países, o 73

3. No Ceará, a população já atingiu, segundo estimativa do IBGE 2006, um contingente de 8,21% milhões de pessoas que corresponde a 4,4 da população brasileira e 15,92% do Nordeste. A taxa de urbanização chegou a 74,5%, concentrando-se mais da metade desse contingente, 41,56% ou (3,4 milhões) na região metropolitana de Fortaleza. A taxa de residência permanente em localidades rurais totaliza hoje, 25,5% o equivalente a 1,931 milhão de habitantes.

4. O índice de analfabetismo continua muito alto, com 1,26 milhão de jovens e adultos (Plano de Educação Básica – Secretaria de Educação do Estado).

5. As situações de pobreza e miséria no Ceará continuam a atingir mais da metade da população. No âmbito do litoral, temos a problemática sócio-ambiental vivida pelas comunidades pesqueiras, que sofrem as conseqüências da pesca predatória e da carcinicultura. No interior do Estado, continua o desafio da convivência com o semi-árido com sua problemática própria, exigindo maior atenção a gestão dos recursos hídricos, a construção de cisternas, a geração de empregos e a reforma agrária. Temos ainda a ampla problemática dos centros urbanos, especialmente, dos maiores, que se agrava nas periferias e áreas de risco.

6. Em meio a tantos problemas, constata-se empenho pelo resgate da cidadania, pela solidariedade e justiça social, pela ética na política, pela atenção aos excluídos, como testemunham as muitas iniciativas empreendidas por movimentos sociais, ONGs, organizações populares, pastorais sociais e outros organismos eclesiais, expressando compromisso da sociedade civil na transformação social.

7. No anexo 1 apresentamos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação ao Ceará. E no anexo 2 dados do IPECE sobre a Fisiografia do Estado.

Capítulo 2 - Contexto Eclesial

8. A situação religiosa do Estado do Ceará tem sofrido mudanças muito significativas. A população católica do Ceará continua alta, alcançando 86,55% dos habitantes, a segunda maior do país (cf. DGAE, nº 62). Contudo, tende a crescer o pluralismo religioso, verificando-se um quadro complexo de diversidade nas práticas religiosas. De um lado, continua forte a presença do catolicismo popular, simbolizada especialmente pelos centros de romarias. De outro, têm crescido novas denominações religiosas, especialmente, de caráter neopentecostal. Esta tendência pluralista vai, aos poucos, atingindo também as pequenas localidades, seja por influência da mídia, seja pela atividade missionária desses novos grupos religiosos. Ocorrem também novas formas de experiência religiosa, centradas na escolha da pessoa, privilegiando o aspecto emocional e a satisfação pessoal, muitas vezes sem relação com qualquer instituição religiosa.

9. Na Igreja Católica, embora se verifique um crescimento qualitativo da participação de muitos na vida da Igreja, no compromisso comunitário e no engajamento pastoral, temos ainda grande número de católicos não praticantes. Para muitos, a religião não norteia a própria vida, deixando de ser referencial ético. Já não há uma unidade monolítica como existia nas sociedades tradicionais, normalmente unidas a partir da religião; na sociedade atual convivem diferentes grupos com comportamentos diferenciados. O parágrafo 54 das atuais Diretrizes da CNBB (DGAE - 2003-2006) demonstra que o individualismo se difundiu no ser humano frente às necessidades dos outros. O individualismo mudou referências, a pessoa escolhe ritos e normas que estejam de acordo com sua própria necessidade.

10. Durante o ano de 2006, foi feita uma pesquisa pelo Regional Nordeste 1 sobre o alcance da Ação Evangelizadora da Igreja no Ceará intitulada Conversando com um católico sobre a participação na vida da Igreja

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