Diocese de Itapipoca realiza assembleia, dias 26, 27 e 28 de novembro


A Diocese de Itapipoca, realiza nos dias 26, 27 e 28 de novembro, na Casa de Retiro Nossa Senhora Estrela do Mar a sua 39ª Assembleia Diocesana de Pastoral com o tema central : “Comunidade de Comunidade: Uma nova Paróquia – Contextualização a partir da novidade de Jesus   e do Reino de Deus”.  Na ocasião será feita através de vídeos a apresentação de experiências exitosas a partir da Formação dos Conselhos de Comunidades.


            No segundo dia, serão vistas algumas questões da seca e ações propostas pelo Regional Nordeste 1 e apresentada a carta do II Se Seminário das Águas, realizado em Itapipoca no dia 14 de novembro.


            Será apresentada também a Campanha da Fraternidade 2014, que terá como tema: “Fraternidade e Tráfico humano” e como lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”.


No último dia de assembleia será apresentado o Calendário de Atividades Diocesanas para o ano de 2014.


 


Participam deste momento, o bispo diocesano Dom Antônio Roberto Cavuto, o bispo emérito Dom Benedito Francisco de Albuquerque, todos os padres da diocese, religiosas, coordenadores diocesanos de pastorais e movimentos e agentes de pastoral das paróquias.


 


DIOCESE DE ITAPIPOCA ORDENA DEZ DIÁCONOS PERMANENTES


 


Após uma caminhada de preparação de quase seis anos, a Diocese de Itapipoca ordenará a primeira turma de diáconos permanentes formados pela Escola Diaconal Nossa Senhora das Mercês. A solene celebração Eucarística e a cerimônia de ordenação será presidida pelo bispo diocesano Dom Antonio Robeto Cavuto no dia 24 de novembro, às 9h, na Catedral Nossa Senhora das Mercês.


Os candidatos ao diaconato são Reginaldo Martins dos Santos, Francisco Antônio dos Santos Neto (Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Itarema), Cláudio Viana Gonçalves (Paróquia São Francisco – Itapipoca), Francisco José Teixeira Silva (Paróquia Jesus Cristo Redentor – Itapipoca), Luís Carlos Ávila Gomes  (Paróquia São João Batista – Uruburetama), Absalão Bandeira de Castro e José Maria Xavier (Paróquia São Francisco –Pentecostes), Francisco da Silva de Araújo, José Leite Filho e José Luciano de Andrade (Paróquia Nossa Senhora do Livramento –Trairi). Vale salientar que, no diaconato permanente, normalmente só são admitidos homens casados, mas, neste caso, teremos um celibatário, Cláudio Viana, que fará publicamente o voto de castidade e não poderá casar, segundo as diretrizes para o diaconato permanente da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.


 


Vale ressaltar ainda que o diácono permanente é uma vocação da Igreja para o serviço da comunhão, para o serviço dos irmãos. É uma novidade na própria Igreja e, em muitas dioceses, ainda não está implantado. Uma vez que a vocação inclui aspectos sobrenaturais (é Deus quem chama e espera resposta), é necessário aplicar à vocação diaconal as características bíblicas do chamado. Vocação é, antes de tudo, dom de Deus: “Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí profeta para as nações” (Jr 1,4-5).


A palavra “diácono” vem da palavra grega diaconos, que é encontrada diversas vezes no Novo Testamento e caracteriza “aquele que é destinado ao serviço”. Desse modo, é necessário entendermos que o Diaconato foi instituído pela autoridade apostólica com a finalidade de que os bispos e presbíteros pudessem comprometer-se mais eficazmente com a pregação evangélica e o governo da Igreja, conforme vemos em At 6,1-7, destinando, assim, o serviço mais direto da caridade a tais colaboradores. O diácono, portanto, é aquele que se destina ao serviço do povo de Deus, cuja característica fundamental é a caridade.


 


O Sacramento da Ordem no grau do Diaconato, entretanto, não confere o sacerdócio, mas imprime um caráter sacramental que infunde permanentemente uma consagração própria por meio da qual o ordenado é essencialmente destinado à função do serviço da caridade para com o povo de Deus. Portanto, apesar de não receber o sacerdócio com a ordenação, o ordenado ao diaconato deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero, cabendo-lhe, por isso, todas as responsabilidades próprias dessa condição.


 


Apesar de constituírem um só e mesmo grau do Sacramento da Ordem, ou seja, o grau do Diaconato, existem dois tipos de diáconos, que se distinguem pela sua finalidade: o diaconato chamado “transitório” (recebido como uma etapa na caminhada para a recepção do presbiterado); e o diaconato “permanente”, que é recebido por aqueles que assim foram chamados e o buscam como finalidade de seu serviço à Igreja, tendo em vista não estarem destinados ao sacerdócio e que, por isso, ficarão “permanentemente” como diáconos.